O que visitar em Guimarães

Muralhas de Guimarães

Guimarães capital europeia da cultura em 2012

Guimarães é uma importante e histórica cidade portuguesa situada na região Norte de Portugal. A “Cidade Berço” como muitos lhe chamam, mostra com orgulho o seu legado, comprovando porque é que o seu centro histórico foi considerado Património Cultural da Humanidade pela UNESCO. As suas ruas e monumentos respiram história e encantam quem a visita, tendo-se tornado assim, indiscutivelmente, num dos maiores centros turísticos do país.As gentes de Guimarães, os “Vimaranenses” ou “Conquistadores”, como são muitas vezes tratados, souberam hoje conciliar, da melhor forma, a história da sua terra com o dinamismo e empreendedorismo que caracterizam as cidades modernas. Tal facto valeu à cidade a nomeação de Capital Europeia da Cultura em 2012. Recentemente, o prestigiado jornal New York Times, numa visita à cidade, elegeu-a como um dos 41 locais a visitar (em 2011) e a considera-la um dos pontos culturais emergentes na Península Ibérica. Feitos estes que enchem de orgulho os vimaranenses, o país e a Europa.

Compreende-se então, que perante o imprescindível papel de Guimarães na formação da nacionalidade portuguesa, lhe seja conferida singularidade e protagonismo histórico, realçados desde há séculos no contexto turístico nacional. Porém, Guimarães é hoje um marco histórico-cultural e turístico indiscutível, não só em Portugal mas também a nível mundial.

Conheça, seguidamente, alguns dos pontos mais relevantes da cidade:

Capela de São Miguel do Castelo - É uma construção do século XII em estilo românico, onde segundo a lenda, terá sido baptizado D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal. O interior desta capela é ladeado com sepulturas que se atribuem a guerreiros ligados à fundação da nacionalidade.

A Igreja de São Domingos, mandada construir pela ordem dominicana no século XIV. O templo de estilo gótico foi sofrendo diversos acrescentos e modificações ao longo dos tempos, tendo na sua origem feito parte do desaparecido Convento de São Domingos.

Mosteiro de Santa Marinha da Costa – Situado em plena encosta da Penha, inserido num percurso de montanha, encontra-se, mirante, este notável edifício, hoje convertido numa luxuosa pousada. Integrante da rede das Pousadas de Portugal, projectado por Fernando Távora, este antigo mosteiro agrega a classificação de Pousada Histórica.

Monte da Penha – é um óptimo local de onde se pode desfrutar de uma panorâmica total do concelho. Dominante sobre a cidade, aí se destaca o Santuário da Penha, uma emblemática obra projectada por Marques da Silva. Aí, no ponto mais alto do concelho emerge a estátua de Pio IX. De referir ainda neste local, as gravuras em baixo-relevo numa rocha dos aviadores portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral, para além do busto sobre pedestal de José de Pina e a imagem de São Cristóvão, postada no alto de um rochedo.

Paço dos Duques de Bragança – construído no século XV por D. Afonso, primeiro duque de Bragança, o palácio desempenha a nobre função de residência oficial do Presidente da República Portuguesa, aquando das suas deslocações ao Norte de Portugal. Para além de tal responsabilidade, o edifício alberga também um museu, com um espólio de várias colecções desde os séculos XV ao século XIX. Do acervo são destacados os feitos dos portugueses ao longo dos tempos, como os valiosos contributos na época dos Descobrimentos e nas conquistas em África.

A Rua de Santa Maria – de origem medieval, foi durante muitos séculos a mais importante rua de Guimarães, inserida uma zona privilegiada, onde morava parte da elite vimaranense. Situada em pleno centro histórico da cidade, actualmente é uma rua emblemática de enorme valor histórico, que começa no Largo do Carmo, passa pela Igreja do Carmo, nos presenteia com o seu chafariz central e se abre para a bonita Praça da Oliveira.

Praça de Santiago – Situado no cerne do centro histórico da cidade, este é um largo ladeado de casas antigas com o seu tradicional alpendre, demonstrando os traços de um cunho medieval acentuado. Aqui surpreenda-se com a monumental Igreja de Nossa Senhora da Oliveira e o lendário Padrão do Salado. À semelhança da sua vizinha Praça da Oliveira, esta praça é conhecida localmente pela concentração de bares que se estende pelos largos e arruamentos periféricos, conferindo ao lugar o dístico de centro de encontro e convívio da população.

Largo do Toural – esta é a “sala de visitas” da cidade. Actualmente, em conjunto com as praças da Oliveira e de Santiago, é considerado popularmente como o centro da cidade. O seu nome tem origem nas funções para as quais foi inicialmente construído, visto que terá sido finalizado como feira de venda de gado. Não obstante, este é um lindíssimo local, onde as casas antigas que ladeiam, marcam a diferença, com seus peculiares telhados de águas furtadas, as suas enormes janelas que ocupam toda uma fachada e as rebuscadas grades de ferro forjado, conferindo ao local um aspecto único.

Centro Cultural Vila Flor é o principal equipamento cultural de Guimarães. Concluído em Setembro de 2005, nasceu da recuperação do Palácio Vila Flor e espaços envolventes, uma obra do Gabinete Pitágoras. O novo edifício é composto por dois auditórios, albergando ainda um restaurante, um café-concerto e serviços administrativos. O restaurado Palácio, para além de uma área expositiva de cerca de 1000 metros quadrados, abriga também a sede da Assembleia Municipal. A sua belíssima fachada condiz agora, com a os recuperados Jardins do Centro Cultural Vila Flor, os mesmos que receberam, em 2006, a Menção Honrosa na categoria Espaços Exteriores de Uso Público do Prémio Nacional de Arquitectura Paisagista.

Museu de Alberto Sampaio – Criado em 1928, possui um riquíssimo acervo, constituído principalmente por peças dos séculos XIV, XV, e XVI e onde sobressai o loudel de D. João I. Numa iniciativa ímpar em Portugal, este museu encontra-se aberto à noite durante o Verão.

Castelo de Guimarães – terá sido mandado construir no século X pela Condessa Mumadona para defender a população dos ataques dos muçulmanos. Acredita-se que tenha sido construído posteriormente às lendárias Muralhas de Guimarães, onde hoje, numa das suas torres, se pode presenciar a inscrição mítica “Aqui nasceu Portugal”. Carregado de história, este castelo está intimamente relacionado com a fundação da nacionalidade portuguesa. Ele terá servido de morada aos progenitores daquele que viria a consagrar-se Primeiro Rei de Portugal, D. Afonso Henriques. Reza também a história que terá sido também aqui que nasceu o próprio D. Afonso Henriques.

De referir ainda que, junto ao Castelo encontra-se o Campo de S. Mamede, aquele que é apontado como um dos palcos da histórica Batalha de S. Mamede, ocorrida a 24 de Junho de 1128, que terá desempenhado um papel fulcral para a fundação do país.

Citânia de Briteiros – classificada como Monumento Nacional desde 1910, este é um dos monumentos nacionais mais importantes da cultura castreja. As ruínas arqueológicas de Briteiros S. Salvador representam uma prova da existência de um povoado primitivo, de origem pré-romana, chamados “castros” no noroeste de Portugal, onde é possível encontrar vestígios da cultura castreja. O espólio arqueológico destas ruínas encontra-se exposto no Museu da Sociedade Martins Sarmento, em Guimarães.

A nível gastronómico e uma vez situado na conceituada região do Minho, quem visita Guimarães pode contar com vinho verde, papas de sarrabulho e rojões, entre tantos outros. Porém, a cidade traz já desde a sua génese a doçaria conventual ao peito. De apetecível referência destacamos as Tortas de Guimarães e o tão afamado Toucinho-do-céu.

Visite Guimarães, faça parte da História!

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